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Como escolher um médico para tratar varizes? O que realmente faz diferença

Saiba quais critérios considerar na hora de escolher um médico para tratar varizes e por que experiência, diagnóstico e planejamento fazem mais diferença do que a técnica utilizada.

Dra. Lívia Lyra

Cirurgiã Vascular — CRM-MG 48951

3 min de leitura

Atualizado em 23 de junho de 2026

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Como escolher um médico para tratar varizes? O que realmente faz diferença

Como escolher um médico para tratar varizes?

Hoje existem muitas opções para tratar varizes.

Laser, espuma, cirurgia, radiofrequência, diferentes equipamentos e inúmeras clínicas anunciando resultados rápidos.

Diante de tantas possibilidades, uma dúvida é natural:

Como escolher o profissional mais adequado?

Muitas pessoas acabam tomando essa decisão com base apenas no preço, na tecnologia anunciada ou em fotografias de antes e depois.

Esses fatores podem fazer parte da decisão, mas estão longe de ser os mais importantes.

Na minha opinião, escolher um médico para tratar varizes é muito mais do que escolher um procedimento.

É escolher quem será responsável por compreender sua circulação e construir uma estratégia de tratamento para você.

Não escolha pela técnica. Escolha pela capacidade de decidir qual técnica utilizar.

É comum encontrar clínicas que anunciam apenas uma tecnologia.

Algumas defendem exclusivamente o laser.

Outras trabalham apenas com espuma.

Existem ainda locais que oferecem uma única forma de tratamento para praticamente todos os pacientes.

Na medicina, isso raramente representa a melhor abordagem.

Cada técnica possui vantagens, limitações e indicações específicas.

O melhor profissional não é aquele que possui apenas uma tecnologia.

É aquele que domina diferentes possibilidades e consegue indicar a mais adequada para cada paciente.

Um bom tratamento começa com um bom diagnóstico

Antes de pensar em qualquer procedimento, é preciso entender a origem das varizes.

As veias aparentes podem ser apenas a consequência de uma alteração mais profunda da circulação.

Quando isso acontece, tratar apenas aquilo que aparece pode limitar os resultados.

Por isso, uma consulta cuidadosa, um exame físico completo e, quando indicado, o ultrassom Doppler fazem parte de um bom planejamento.

Experiência faz diferença

O tratamento das varizes evoluiu muito nos últimos anos.

Novas tecnologias surgiram e diferentes técnicas passaram a fazer parte da rotina do cirurgião vascular.

Mas tecnologia, sozinha, não garante bons resultados.

Ela precisa estar acompanhada de experiência, conhecimento e bom julgamento clínico.

Saber quando indicar um tratamento costuma ser tão importante quanto saber realizá-lo.

Pergunte como o médico constrói o plano de tratamento

Uma pergunta simples pode revelar muito sobre a forma de trabalhar de um profissional:

“Como você decide qual tratamento é o melhor para mim?”

Se a resposta começar pelo diagnóstico, pela avaliação da circulação e pelas suas necessidades individuais, provavelmente você está diante de um planejamento personalizado.

Se a resposta começar pela venda de uma tecnologia específica, vale a pena entender se todas as possibilidades realmente foram consideradas.

O preço não deve ser o único critério

É natural comparar valores.

Todos nós fazemos isso ao tomar decisões importantes.

Mas tratamentos aparentemente semelhantes podem ser muito diferentes.

O que está incluído no acompanhamento?

Existe planejamento?

O médico domina diferentes técnicas?

Há avaliação com Doppler?

Existe acompanhamento após o tratamento?

Esses fatores influenciam diretamente a qualidade e a durabilidade dos resultados.

Como explico isso aos meus pacientes

Costumo dizer que escolher um tratamento para varizes é semelhante a construir uma casa.

Você pode comprar os melhores materiais do mercado.

Mas, sem um bom projeto e uma boa execução, o resultado dificilmente será o esperado.

Na flebologia acontece a mesma coisa.

O equipamento é importante.

A técnica também.

Mas o planejamento é o que organiza todas essas ferramentas.

Como penso essa escolha

Ao longo da minha carreira, percebi que os melhores resultados não dependem apenas da tecnologia utilizada.

Eles dependem de uma sequência de boas decisões.

  • Diagnóstico correto.
  • Planejamento.
  • Escolha criteriosa da técnica.
  • Execução cuidadosa.
  • Acompanhamento.

É essa combinação que procuro oferecer aos meus pacientes.

Meu objetivo nunca foi ser reconhecida por um equipamento específico.

Quero ser reconhecida pela qualidade das decisões que tomo para cada pessoa que confia no meu trabalho.

O erro mais comum

O maior erro é acreditar que todos os tratamentos para varizes são iguais.

Eles não são.

A diferença muitas vezes não está no equipamento.

Está na forma como o diagnóstico é realizado, como o plano é construído e como cada etapa é acompanhada.

Resumo

Escolher um médico para tratar varizes é escolher alguém que compreenda sua circulação e seja capaz de construir um plano de tratamento individualizado.

Mais importante do que procurar uma tecnologia específica é encontrar um profissional que tenha experiência, domine diferentes técnicas e tome decisões baseadas nas características do seu caso.

É essa combinação entre conhecimento, planejamento e acompanhamento que costuma fazer a maior diferença na qualidade e na durabilidade dos resultados.

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Sobre a autora

Dra. Lívia Lyra

Cirurgiã vascular (CRM-MG 48951 / RQE 29203), referência no Brasil em tratamento moderno de varizes. Atende em Nova Lima (BH).

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