Tratamento de Microvasos

O que é a escleroterapia? Entenda como funciona a aplicação para microvasos

Descubra o que é a escleroterapia, como funciona a aplicação para microvasos, quando ela é indicada e por que ela continua sendo uma das principais técnicas para tratar vasinhos.

Dra. Lívia Lyra

Cirurgiã Vascular — CRM-MG 48951

4 min de leitura

Atualizado em 23 de junho de 2026

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O que é a escleroterapia? Entenda como funciona a aplicação para microvasos

O que é a escleroterapia?

Se você pesquisou sobre tratamento dos microvasos, provavelmente encontrou o termo escleroterapia.

Embora o nome pareça complicado, trata-se de uma das técnicas mais utilizadas para tratar os pequenos vasos aparentes das pernas.

Popularmente, muitas pessoas chamam esse procedimento apenas de "aplicação para vasinhos".

Mas a escleroterapia vai muito além de uma simples aplicação.

Quando bem indicada e corretamente executada, ela faz parte de um planejamento individualizado para melhorar a circulação superficial e reduzir a aparência dos microvasos.

Resposta rápida

A escleroterapia é um tratamento em que um medicamento é injetado diretamente dentro do vaso utilizando agulhas extremamente delicadas.

Esse medicamento provoca uma reação controlada na parede da veia, fazendo com que ela deixe de funcionar.

Ao longo das semanas seguintes, o próprio organismo reabsorve esse vaso, tornando-o cada vez menos visível.

Como funciona a escleroterapia?

Os microvasos são pequenas veias superficiais que perderam sua função normal.

Durante a escleroterapia, introduzimos cuidadosamente uma pequena quantidade de medicamento dentro desses vasos.

O objetivo não é "queimar" nem retirar a veia.

O objetivo é provocar o fechamento controlado daquele vaso para que ele deixe de participar da circulação superficial.

Depois disso, o organismo inicia naturalmente o processo de reabsorção.

É por isso que o resultado não aparece imediatamente.

A aplicação dói?

Essa é uma dúvida muito comum.

Como utilizamos agulhas muito finas, a maioria das pacientes descreve apenas pequenos desconfortos durante as aplicações.

A intensidade dessa sensação varia bastante entre as pessoas e também depende da região tratada.

Durante a consulta, explico exatamente como costuma ser essa experiência e quais estratégias utilizamos para tornar o procedimento mais confortável.

Toda escleroterapia é igual?

Não.

Esse é um ponto muito importante.

Existem diferentes medicamentos, diferentes concentrações, diferentes técnicas e diferentes formas de conduzir o tratamento.

Além disso, cada tipo de microvaso pode responder melhor a uma estratégia específica.

Por isso, mais importante do que simplesmente realizar aplicações é saber qual vaso tratar, em que momento e com qual técnica.

Quando a escleroterapia é indicada?

Ela costuma ser indicada para pacientes que apresentam microvasos superficiais e pequenas veias aparentes.

Entretanto, antes de iniciar qualquer tratamento, é importante avaliar toda a circulação.

Em alguns casos, existem veias maiores alimentando aqueles microvasos.

Quando isso acontece, tratar apenas os vasos visíveis pode limitar os resultados.

É justamente por isso que a avaliação médica continua sendo uma etapa fundamental.

A escleroterapia é melhor do que o laser?

Essa é uma das perguntas mais frequentes.

E a resposta é: depende.

Laser e escleroterapia não são técnicas concorrentes.

Na maioria das vezes, elas são complementares.

Existem vasos que respondem melhor à escleroterapia.

Outros apresentam melhores resultados com o laser.

Também existem situações em que a combinação das duas técnicas proporciona o melhor resultado.

Na minha prática, a escolha é sempre individualizada.

Como escolho a técnica?

A decisão depende de diversos fatores:

  • cor dos vasos;
  • calibre;
  • profundidade;
  • localização;
  • características da pele;
  • resposta esperada ao tratamento.

Por isso, dificilmente uma única técnica será a melhor opção para todas as pacientes.

Meu objetivo não é utilizar sempre a mesma tecnologia.

Meu objetivo é escolher a estratégia que faz mais sentido para aquele caso.

Como explico isso às minhas pacientes

Costumo dizer que tratar microvasos é semelhante ao trabalho de um restaurador.

Ele não utiliza o mesmo instrumento para toda a obra.

Cada detalhe exige uma ferramenta diferente.

Com os microvasos acontece exatamente a mesma coisa.

A experiência está menos em aplicar um medicamento e mais em saber quando utilizá-lo.

Como penso esse tratamento

Ao longo da minha carreira, aprendi que a escleroterapia continua sendo uma ferramenta extremamente importante.

Mas ela não deve ser utilizada de maneira automática.

Cada aplicação precisa fazer parte de um planejamento.

Quando associamos diagnóstico, experiência, escolha adequada da técnica e acompanhamento da evolução, conseguimos construir resultados muito mais naturais e previsíveis.

É exatamente essa forma de trabalhar que procuro oferecer às minhas pacientes.

O erro mais comum

O maior erro é imaginar que a escleroterapia consiste apenas em aplicar um medicamento nos vasos.

Na realidade, o sucesso do tratamento depende de muito mais do que isso.

Depende do diagnóstico, da indicação correta, da técnica utilizada e do acompanhamento da resposta do organismo.

O que você pode fazer agora?

Se você está pensando em tratar seus microvasos, procure uma avaliação antes de decidir qual técnica utilizar.

Nem sempre aquilo que funcionou para outra pessoa será a melhor opção para você.

Um bom tratamento começa muito antes da primeira aplicação.

Resumo

A escleroterapia continua sendo uma das principais técnicas para o tratamento dos microvasos.

Quando corretamente indicada, ela permite tratar pequenos vasos superficiais de forma segura e eficaz.

Entretanto, seu resultado depende de um planejamento individualizado, da escolha adequada da técnica e do acompanhamento da evolução clínica.

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Sobre a autora

Dra. Lívia Lyra

Cirurgiã vascular (CRM-MG 48951 / RQE 29203), referência no Brasil em tratamento moderno de varizes. Atende em Nova Lima (BH).

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