Tratamento de Microvasos

O tratamento dos microvasos dói? Entenda como tornamos o procedimento mais confortável

Descubra se o tratamento dos microvasos dói, quais sensações são esperadas e como utilizamos diferentes recursos para tornar a experiência mais confortável.

Dra. Lívia Lyra

Cirurgiã Vascular — CRM-MG 48951

4 min de leitura

Atualizado em 23 de junho de 2026

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O tratamento dos microvasos dói? Entenda como tornamos o procedimento mais confortável

O tratamento dos microvasos dói?

Essa é uma das perguntas que mais escuto durante a consulta.

E ela faz todo sentido.

Afinal, quando pensamos em aplicações nas pernas ou no uso do laser, é natural imaginar que o procedimento possa causar bastante desconforto.

A boa notícia é que a realidade costuma ser muito diferente daquilo que a maioria das pessoas imagina.

Ao longo dos anos, o tratamento dos microvasos evoluiu muito.

Hoje, além das técnicas modernas, também contamos com diferentes recursos que tornam a experiência muito mais confortável do que há alguns anos.

Na minha prática, acredito que tratar bem significa cuidar não apenas do resultado, mas também da experiência da paciente durante todo o processo.

Resposta rápida

O tratamento dos microvasos pode causar pequenos desconfortos, mas, na maioria das pacientes, eles são perfeitamente toleráveis.

Além disso, utilizamos diferentes estratégias para tornar o procedimento muito mais confortável, reduzindo a dor, a ansiedade e aumentando a sensação de bem-estar durante toda a experiência.

Cada pessoa sente a dor de uma maneira diferente

Uma informação importante é que não existe uma resposta única.

Cada organismo possui uma sensibilidade diferente.

Algumas pacientes praticamente não sentem desconforto.

Outras apresentam maior sensibilidade, principalmente em determinadas regiões das pernas.

Por isso, não gosto de tratar todas as pessoas da mesma forma.

Prefiro adaptar o tratamento às necessidades de cada paciente.

O conforto começa antes da primeira aplicação

Na minha visão, tornar um tratamento confortável não depende apenas da técnica utilizada.

Depende de todo o ambiente.

Desde o momento em que a paciente chega à clínica, procuramos criar uma experiência tranquila, acolhedora e sem pressa.

Explicamos cada etapa do procedimento, esclarecemos dúvidas e respeitamos o tempo de cada pessoa.

Quando a paciente entende o que vai acontecer, a ansiedade diminui e o procedimento costuma ser muito mais tranquilo.

Como tornamos o tratamento mais confortável?

Ao longo dos anos incorporamos diferentes recursos para tornar a experiência mais agradável.

Dependendo da indicação clínica e das características de cada paciente, podemos utilizar uma combinação de estratégias, como:

  • medicações orais para promover maior conforto e relaxamento quando necessário;
  • óxido nitroso, um recurso amplamente utilizado na medicina para reduzir ansiedade e aumentar o conforto durante procedimentos;
  • resfriamento contínuo da pele durante o uso do laser, diminuindo significativamente a sensação de calor e protegendo a superfície da pele;
  • ambiente cuidadosamente planejado para proporcionar tranquilidade durante todo o atendimento.

Mais do que reduzir a dor, buscamos oferecer uma experiência em que a paciente se sinta segura e acolhida.

O papel do óxido nitroso

Para pacientes mais sensíveis ou ansiosas, o óxido nitroso pode ser um excelente aliado.

Ele promove uma sensação de relaxamento durante o procedimento, sem necessidade de anestesia geral e com recuperação rápida.

A paciente permanece consciente, consegue conversar normalmente e, ao mesmo tempo, vivencia o tratamento de forma muito mais confortável.

Naturalmente, sua utilização depende da avaliação médica e da indicação para cada caso.

O resfriamento da pele faz diferença?

Sim.

Durante o tratamento com laser utilizamos um sistema de resfriamento que protege a pele e reduz significativamente a sensação de calor provocada pela energia do equipamento.

Esse recurso aumenta o conforto da paciente e permite realizar o procedimento com muito mais tranquilidade.

O ambiente também faz parte do tratamento

Existe um aspecto que muitas vezes passa despercebido.

O ambiente influencia diretamente a forma como percebemos a dor.

Um atendimento acolhedor, sem pressa, com explicações claras e uma equipe preparada reduz a ansiedade e torna toda a experiência mais leve.

Por isso, procuramos cuidar de cada detalhe da jornada da paciente.

Acredito que conforto também faz parte da qualidade do tratamento.

Como explico isso às minhas pacientes

Costumo dizer que nosso objetivo não é apenas tratar os microvasos.

Queremos que a paciente termine o procedimento pensando:

"Foi muito mais tranquilo do que eu imaginava."

Essa frase resume exatamente aquilo que buscamos oferecer.

Como penso esse tratamento

Durante muitos anos observei que o medo da dor fazia algumas pessoas adiarem um tratamento que poderia melhorar significativamente sua qualidade de vida e autoestima.

Foi por isso que passei a investir não apenas em tecnologias para tratar os microvasos, mas também em recursos capazes de tornar toda a experiência mais confortável.

Hoje acredito que resultado e conforto caminham juntos.

Cuidar da experiência da paciente também faz parte da medicina.

O erro mais comum

O maior erro é acreditar que o tratamento atual ainda é igual ao realizado muitos anos atrás.

A flebologia evoluiu.

As técnicas evoluíram.

Os equipamentos evoluíram.

E a forma de cuidar da experiência do paciente também evoluiu.

Por isso, muitas pessoas ficam positivamente surpresas quando descobrem que o procedimento costuma ser muito mais confortável do que imaginavam.

Resumo

O tratamento dos microvasos pode causar pequenos desconfortos, mas, na maioria das pacientes, é muito mais tranquilo do que se imagina.

Além das técnicas modernas, utilizamos diferentes recursos para proporcionar uma experiência mais confortável, como medicações quando indicadas, óxido nitroso, resfriamento da pele durante o laser e um ambiente planejado para reduzir ansiedade e aumentar o bem-estar.

Acredito que um bom tratamento não deve cuidar apenas dos vasos.

Deve cuidar também da experiência da paciente em cada etapa do processo.

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Sobre a autora

Dra. Lívia Lyra

Cirurgiã vascular (CRM-MG 48951 / RQE 29203), referência no Brasil em tratamento moderno de varizes. Atende em Nova Lima (BH).

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