Tratamento de Safenas e Varizes Grossas
Vou precisar ficar internado para tratar a veia safena e varizes grossas?
Descubra se o tratamento da veia safena exige internação, como funciona o procedimento moderno e quando o tratamento pode ser realizado em ambiente ambulatorial.
Dra. Lívia Lyra
Cirurgiã Vascular — CRM-MG 48951
4 min de leitura
Atualizado em 23 de junho de 2026

Vou precisar ficar internado para tratar a veia safena?
Durante muitos anos, tratar a veia safena significava passar por uma cirurgia realizada em ambiente hospitalar, com internação e um período maior de recuperação.
Essa experiência marcou a memória de muitos pacientes.
Por isso, uma das primeiras perguntas que escuto durante a consulta é:
"Vou precisar ficar internado?"
Na maioria dos casos, a resposta é não.
Com a evolução das técnicas minimamente invasivas, muitos tratamentos da veia safena podem ser realizados sem necessidade de internação prolongada.
Mas isso não significa que todos os pacientes devam ser tratados da mesma forma.
A escolha do local onde o procedimento será realizado faz parte do planejamento e leva em consideração, acima de tudo, a segurança.
Resposta rápida
Na maioria dos pacientes tratados por técnicas minimamente invasivas, como o endolaser, não há necessidade de internação.
Após um período de observação, o paciente normalmente recebe alta no mesmo dia.
Entretanto, existem situações em que realizar o procedimento em ambiente hospitalar pode ser a opção mais segura.
Essa decisão depende das características do tratamento e das condições clínicas de cada paciente.
O tratamento moderno mudou essa realidade
As técnicas utilizadas atualmente são muito diferentes daquelas empregadas há alguns anos.
Como o procedimento é realizado através de pequenas punções, guiado por ultrassom e com menor agressão aos tecidos, muitos pacientes conseguem caminhar logo após o tratamento.
Na maior parte dos casos, permanecem apenas um curto período em observação antes de retornar para casa.
Isso permite uma recuperação mais confortável e reduz a necessidade de internação.
Clínica ou hospital?
Essa é uma decisão médica.
Não existe um único local ideal para todos os pacientes.
Na minha prática, avalio diversos fatores antes de definir o ambiente mais adequado para o tratamento.
Entre eles:
- extensão da doença;
- técnicas que serão utilizadas;
- necessidade de procedimentos associados;
- condições clínicas do paciente;
- conforto;
- segurança.
O objetivo nunca é realizar o procedimento no ambiente mais simples.
O objetivo é realizar o procedimento no ambiente mais seguro para aquele paciente.
Quando o tratamento pode ser realizado na clínica?
Muitos pacientes podem ser tratados em estrutura ambulatorial quando:
- apresentam boa condição clínica;
- o procedimento é minimamente invasivo;
- não existe necessidade de recursos hospitalares adicionais;
- existe estrutura adequada para realização do tratamento.
Nessas situações, o paciente costuma chegar caminhando, realizar o procedimento, permanecer em observação e retornar para casa no mesmo dia.
Quando o hospital pode ser a melhor escolha?
Existem situações em que o ambiente hospitalar oferece maior segurança.
Isso pode ocorrer quando:
- serão realizados procedimentos mais extensos;
- existem doenças clínicas que exigem monitorização diferenciada;
- há necessidade de uma estrutura anestésica específica;
- o planejamento cirúrgico indica um ambiente hospitalar.
Escolher o hospital nesses casos não representa maior gravidade da doença.
Representa apenas uma decisão baseada em segurança.
A alta acontece no mesmo dia?
Na grande maioria dos tratamentos modernos, sim.
Após o procedimento, o paciente permanece em observação por um período determinado.
Recebe todas as orientações pós-operatórias.
É estimulado a caminhar.
E, estando bem, recebe alta para continuar sua recuperação em casa.
Essa alta precoce é possível porque as técnicas atuais costumam provocar menor agressão ao organismo quando comparadas às abordagens tradicionais.
Como explico isso aos meus pacientes
Costumo dizer que escolher onde realizar um procedimento é semelhante a escolher a pista adequada para um avião pousar.
Alguns voos podem pousar perfeitamente em aeroportos menores.
Outros exigem uma estrutura maior.
Isso não significa que um avião seja mais importante que outro.
Significa apenas que cada situação exige a estrutura mais adequada.
Na cirurgia vascular acontece exatamente a mesma coisa.
Nem todo tratamento precisa de um hospital.
Mas todo tratamento precisa do ambiente que ofereça maior segurança.
Como penso essa decisão
Nunca tomo essa decisão pensando em conveniência.
Penso exclusivamente em segurança.
Ao planejar um tratamento, avalio a doença, o paciente e o procedimento como um todo.
Se considero que a melhor experiência e a maior segurança serão obtidas em ambiente ambulatorial, seguimos esse caminho.
Se entendo que o hospital oferece vantagens para aquele caso específico, essa passa a ser minha recomendação.
Cada paciente merece um planejamento individualizado.
O erro mais comum
O maior equívoco é acreditar que realizar o procedimento na clínica significa um tratamento "mais simples" ou "menos completo".
Outro erro é imaginar que o hospital sempre representa uma cirurgia mais grave.
Na realidade, o local do procedimento faz parte da estratégia terapêutica e deve ser escolhido de acordo com critérios técnicos.
O que você pode fazer agora?
Se você recebeu indicação para tratar a veia safena, converse com seu cirurgião vascular sobre onde o procedimento será realizado e por quê.
Entender os critérios utilizados nessa decisão costuma trazer muito mais tranquilidade.
Mais importante do que o local é saber que ele foi escolhido pensando na sua segurança.
Resumo
A maioria dos pacientes tratados por técnicas minimamente invasivas não precisa de internação prolongada.
Entretanto, a decisão entre realizar o procedimento na clínica ou no hospital deve ser individualizada.
O objetivo é sempre oferecer o ambiente que proporcione maior segurança, conforto e qualidade para cada tratamento.
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Sobre a autora
Dra. Lívia Lyra
Cirurgiã vascular (CRM-MG 48951 / RQE 29203), referência no Brasil em tratamento moderno de varizes. Atende em Nova Lima (BH).
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